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terça-feira, 6 de novembro de 2012

A coletividade inconveniente do nosso individual

"É incrível como as pessoas se sentem ofendidas quando um outro alguém, pra defender a sua opinião, cita outra da qual é contrário e isso gera uma guerra de nervos."

Coloquei a frase acima como citação, pois eu postava exatamente isto no facebook quando me dei conta de que esta frase merecia uma explicação, ou por minha mania de construir frases extensas que só 50% das pessoas entendem ou ainda por realmente contar com um público desatento que não consegue perceber que se enquadra nas poucas coisas que digo por lá sem citar nomes.

Vejam só, um bom exemplo, a novela Salve Jorge, assim como acontece em todas as outras. Há, sempre no começo dos folhetins globais, uma movimentação da igreja evangélica, uma campanha ferrenha e, vez por outra, até enfática demais, contra o IBOPE ao que se passa no horário nobre da Rede Globo. Pois bem, o que se vê no meio dessa campanha é evangélicos copiando e colando o que ouviram ou leram por aí e defensores da Globo, da Glória Peres, de São Jorge, do Candomblé, seja lá do que for, debatendo como se a discussão fosse realmente mudar a opinião do outro.

Vamos imaginar uma situação hipotética, na qual você, querido leitor, e provavelmente amigo, está em sua casa assistindo TV, de repente chega alguém dentro da sua intimidade e diz que você não deve assistir aquilo. Você atenderia prontamente ou se sentiria no direito de achar a atitude dessa pessoa uma tremenda de uma intromissão?
Hoje em dia, principalmente com facebook, twitter e google juntos, todo mundo quer se tornar um Platão, criar 853 teorias de boas maneiras e métodos excepcionalmente eficientes para cura da depressão. Ainda acho que está demorando aparecer alguém compartilhando que descobriu a cura para o câncer.


Existem poucas coisas que me deixam irritado instantaneamente, uma delas, receber ordens de quem eu não deveria estar recebendo ordens. Ou melhorando essa definição. Alguém que não deveria estar me dando ordens, tentar fazer isso. Quanto mais a pessoa se esforça, mas pro lado contrário eu vou. Acho que por mais que a intenção seja boa, nós precisamos respeitar um pouco mais a individualidade dos outros. Fulano é da minha escola, vou perguntar porque tá matando aula, Beltrano é da minha igreja, vou floodar o perfil dele com lições de moral, Cicrano é lá da minha academia, vou jogar na cara dele que ele malha errado e devia parar de comer hambúrguer. Ah! Pera lá né gente! Tenho certeza que cada um tem consciência de pelo menos 80% dos seus atos e não precisa, ainda mais na vida adulta, de uma sombra sempre por ali querendo aconselhar.


Esse texto, muito embora pareça, não tem nada a ver com algum fato ocorrido comigo, mas se você, que está lendo, se sentir dentro dele com relação a mim ou aos meus, quebra um galho pra mim: Ou para ou fica longe de mim. Gosto disso não.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Você nunca mais vai parar de gastar dinheiro

Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza. Esta é uma das grandes verdades da vida real, que ao dinheiro pode se aplicar somente uma vez na sua vida e, a partir daí, te fazer correr para tentar sanar o prejuízo até o fim da vida.
Você que tá lendo e já recebeu o primeiro salário da sua vida, num é verdade que você gastou à beça quando viu o "dinheirão" que tava na sua mão? Pagou suas dívidas, lembrou daquela coisinha que você tanto precisava, comeu uma besteira na rua, heim? Esse início da vida financeira pode ser o ponto inicial de um fim dramático, se a ansiedade pela chegada do primeiro salário se transformar em um desejo incontrolável de consumir.

VOCÊ NUNCA MAIS, INFELIZMENTE, VAI PARAR DE GASTAR DINHEIRO!
A partir do momento em que você começa a ter um rendimento, suas contas aparecem, suas responsabilidades financeiras com a casa surgirão e, de pouquinho em pouquinho, você estará ativamente envolvido com o mundo capitalista:
*Você vai começar a namorar e vai gastar uma graninha pra agradar o "mô"; Eventos, festas, presentes especiais em pelo menos 3 datas especiais no ano, etc...;

*Depois você vai resolver casar e tem obras, móveis, festa, roupas, etc..., pra resolver, e aí rola mais verba;

*Mais à frente você passará a cuidar da vida financeira dos dependentes: FILHOS! Engraçadinhos porém caros! Vem aí todos os cuidados com o bebê, depois escola, cursos, aniversários, brinquedos, e por aí vai.
*Seu filho acabou de se formar na faculdade, vai embora de casa, os gastos acabarão? Pergunte a quem já passou dessa fase! Seu filho, quando entrar na rotina que você entrou lá no topo do texto, então sua ajuda será necessária;
*Quando enfim você deixar de gastar dinheiro com o herdeiro, então perceberá que todos os churrascos, excessos, cervejinha pra quem gosta, acabaram por deteriorar sua saúde, então vem os gastos que te acompanharão até o fim da vida: OS ABUSIVOS REMÉDIOS! E não adianta dizer que você está bem e que não terá custos. Terá sim! É inevitável, até o dia em que eles não serão caros e bons o suficiente para te salvar e aí mu amigo, é o fim.

Analisando isto percebi que, nós, capitalistas assumidos ou não, jamais deixaremos de nos utilizar de forma desleal o nosso tão suado dinheiro. Não é fácil pra quem tem, imagina pra quem não tem. 





sábado, 29 de setembro de 2012

O chato

Ao ler esse título provavelmente veio alguém à sua lembrança né não? Não só um, mas uma grande variedade deles!
Eu resolvi abrir a volta do blog falando dessa gente tão irritante por perceber, a cada dia que passa, que essa questão de achar alguém chato depende demais do ponto de vista.
Eu por exemplo, posso citar algumas coisas que eu considero características de chatice em uma pessoa, mas pode ser que alguém discorde, mas eu duvido:
- Falar cutucando;
- Falar várias vezes a mesma coisa;
- Fazer piadas inoportunas;
- Ter a certeza de que sabe tudo, mesmo que aquele "tudo" que ele sabe não faça a vida dele melhorar em nada;
- Achar que é popular sem ser;
- Contar vantagem de coisas que todo mundo percebe que é mentira...

E não acaba por aí! Tem dois tipos que eu gostaria de destacar aqui, por que são aqueles que mais me perturbam:

I - Uma gente chata são esses interesseiros safados! Nunca falam com você, mas se você tem alguma coisa que eles precisam, aí se prepare para conversar sobre qualquer assunto, porque eles vão arrumar um pra se aproximar de você.



II - Puxa sacos. Eu ODEIO! É uma coisa que não tem necessidade. Não gosto que puxem meu saco, não gosto de gente que puxe saco de outros e não gosto de quem aceita que puxem o seu saco. É uma prática feia, irritante, chega a ser ridículo! O mais chato dos três tipos de puxa sacos que eu citei, é aquele que puxa meu saco, porque além de eu não gostar, quanto mais eu evito, mais ele tenta. O pior é que se você corta, aí você é o grosso, o insensível, o ingrato. Haja paciência!

Mas to aqui falando de chatice e não pude deixar de lembrar que já fui chamado de chato algumas vezes, então vou me justificar:
Sou chato mesmo, afinal...
- Na família sou o filho mais novo;
- Na quadra eu sou o goleiro;
- Na sala de aula eu sou o professor de matemática;
- No relacionamento eu sou o homem.

Texto tá chato? Acabou.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Coisas irritantes!

Como todo mundo, eu também tenho aquele dia que acordo com de mau humor, sem muita tolerância pra muitas coisas, aquele dia em que a gente só vê defeito nas coisas e sente vontade de falar mal de tudo. Provavelmente, hoje que você está lendo, não é mais esse meu dia, mas quando eu comecei a escrever era, então vou falar mal de tudo mesmo. Vou expor aqui tudo três coisinhas básicas que me tiram do sério no dia-a-dia.



Não gosto de receber ordens. Por mais que você realmente precise me mandar, você não precisa usar tom autoritário para fazê-lo, a menos que realmente esteja em condições que lhe permitam fazer isso, tipo um patrão ou um parente hierarquicamente maior. Salvos estes anteriormente citados, não engulo bem ordens dadas, principalmente ordens mal dadas. Retruco, emburro a cara, o sangue ferve na hora.
Pior que ordem mal dada, só receber ordem (ou pelo menos presenciar a tentativa de) de alguém sem a menor condições de fazê-lo. Ora veja, eu, um professor, recebendo ordem de aluno de 8º ano. Totalmente surreal isto. As pessoas devem saber se colocar em seu devido lugar!


Mulher dirigindo na minha frente me desperta uma imediata vontade de ultrapassar. A probabilidade de algo acontecer fora do correto é maior do que a metade. Muitos vão dizer que é preconceito, e é bem provável que seja mesmo, mas eu não gosto. As mulheres se defendem dizendo que a maior parte dos problemas no trânsito são causados por homens, mas não percebem que a maior parte dos motoristas são homens. Tem dia que me dá tanta raiva que eu preciso falar, nem que seja sozinho, que mulher precisava de umas aulas a mas na auto-escola antes de poder sair por aí com permissão para matar.

 Gente que não sabe conversar é outra coisa que me tira demais do sério! E nesse parágrafo tem várias formas de me irritar presentes.
Pode ser aquela pessoa que fala te cutucando, que não me deixa falar, que cuspe enquanto fala, que fala errado, que não sabe distinguir a hora de brincar e a hora de falar sério, enfim...esse parágrafo dá tantas linhas, mas tantas linhas, que no próximo texto vou desenvolver uma ideia sobre ele.
Quem se encaixa em alguns desses assuntos citados acima, não fique chateado, eu me irrito com essas coisas mas sou um cara extremamente paciente, então vou continuar te tolerando e gostando de você. Essa notícia é ou não é melhor que azeitona preta?

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Professor ensina, família educa!

Eu entendo que o PROFESSOR tem tanta função na EDUCAÇÃO de uma pessoa assim como o porteiro, o motorista do ônibus, o juiz de futebol, o ator de televisão, o cantor, o padeiro, o seu João e a dona Maria que estão sentados na rua a conversar. O papel do PROFESSOR é ensinar. Nosso português ou nosso eterno desejo de transmitir responsabilidade para os outros acaba fazendo com que se espere do professor que dali, da sala de aula de matemática, português e história, uma pessoa totalmente EDUCADA, com bons modos, boa fala, gentileza, entre outras coisas, o que é um tremendo erro!

Essas características devem ser passadas a quem de direito, predominantemente pela família. É responsabilidade, principalmente dos pais, seja com amor ou com uma correção mais enfática, fazer com que seus filhos prefiram estar do lado bom, fora da margem da sociedade.
Precisamos compreender e disseminar essa ideia antes que a imagem do professor, antes exaltada por formar grandes opiniões, grandes profissões, seja transformada na imagem daquele que causa distúrbios emocionas, que causa o abandono escolar, que causa o desprezo pelo conhecimento. Lembrem-se amigos:

PROFESSOR ENSINA! FAMÍLIA EDUCA!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Os desproveitos da tecnologia

Pensando por aqui, como que na época em que eu era criança (Nasci em 1988, faça suas contas) as coisas exigiam ao menos um pouco de esforço para que fossem obtidas.
Na minha época de criança, moleque andava de bicicleta ou a pé, corria, jogava bola, brincava de pique, era acostumado com esforço físico. O momento mais divertido da escola era a educação física.
Hoje em dia, comparando o que se fazia na minha época de criança com o  que as crianças fazem hoje, dá pra se entender porque cada vez mais as pessoas estão obesas. Uma criança não vai mais pra escola a pé, ou o papai leva ou rola uma van. Bicicleta? É melhor ficar em casa mesmo. Educação física? Suar? Praticar esporte? É ruim heim! "Que horas é a aula de informática mesmo?" E assim caminha a nossa tão distinta humanidade. Façamos um comparativo entre a realidade atual e algo que tenha acontecido há uns 15 anos atrás.


Tempos atrás, um adolescente saía pra dançar, corria atrás da sua namoradinha, o esforço era maior, tinha que ter todo um processo de flerte, até cartinha manuscrita rolava. Tinha que rolar aquele bate-papo cara a cara, que fazia com que o cérebro funcionasse. Ali sim as pessoas se conheciam de verdade, e vide relacionamentos de pessoas mais maduras atualmente, que tiveram naquela época, uma probabilidade de durar maior que os iniciados hoje em dia. Nessa nossa década, todo mundo pode ser perfeito, tendo um bom programa de SMS no seu celular e tendo um pc com msn instalado. A conversa flui, de repente entre 5, 6 pessoas ao mesmo tempo, pq nunca se sabe quem está do outro lado do computador. É só escrever o que o outro quer ler, escolher aquela sua melhor foto pra por no perfil e desenrolar o máximo. Aí são iniciados vários relacionamentos relâmpagos. Incrivelmente formados por casais que não tem nada a ver, graças ao poder combinador da internet, que faz com que através de uma conversa qualquer, qualquer um se torne o par perfeito pra qualquer um;


E os games para essa galera? Ainda que se tentem iniciativas anti-sedentarismo como o Nintendo Wii, ainda temos uma grande massa de adolescentes que prefere mil vezes ficar em frente do pc ou ao vídeo game jogando do que sair pra bater uma bolinha com a rapaziada. Correr, bater um pique, bandeirinha, que são brincadeiras engraçadas e gostosas. Não existe mais a prática. Agora é só diversão virtual.
Até pra estudar a galera não tem mais hábitos que nos faziam descobrir outras coisas. Às vezes estudando, sem internet, tínhamos que ler algo de antes daquele assunto desejado e um pouco depois, o que nos dava um pouco mais de conhecimento. Hoje em dia a pesquisa na internet só falta imprimir pra vc e colocar seu nome no trabalho, já te dá tudo pronto, então você nem se tornou um pesquisador por meia hora. Se tornou um copiador por 5 minutos.


E o que falar dos celulares, que faz com que as pessoas não sigam suas vidas em paz, independentes, tendo que lidar com as tensões da vida sem poder recorrer a alguém a qualquer momento? Aparelhos eletrônicos que mantém permanentemente cada cidadão ligado a outro, sendo assim um eterno dependente.

Aí nesse grupo podemos incluir também escadas rolantes, elevadores, carros com quase todos os comandos automáticos, controles remotos, entre muitas outras facilidades, que como já conhecemos, mudaram e muito a vida das pessoas, transformando-nos em muitas coisas boas, mas nos fazendo cegos a ponto de não percebermos que existem sim desproveitos da que a vida tecnológica nos traz. Tais comodidades podem receber créditos aí também pela obesidade precoce, pelos problemas causados por falta de exercícios físicos, pela poluição, engarrafamento, acidentes, decrescimento da intelectualidade de certa parcela da população que abusa dos aparelhos e por aí vai.
Aproveitem tudo que a tecnologia nos dá. O mundo já gira em torno dela faz tempo e isso será cada vez maior, mas nunca se esqueçam, que ainda que nos sintamos muito bem com tudo que a evolução nos trouxe, estamos perdendo algumas coisas que fizeram muito bem aos que antes de nós estiveram aqui.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Prós e contras do seu estado civil

Não é que eu não queira me alongar na introdução ou poupar tempo, mas é que o título já é bem explicativo. Falarei sobre os dilemas vividos por TODOS quando o assunto é estado civil. Mais ou menos uma tentativa de mostrar pra quem reclama demais que o gramado do vizinho pode não ser tão mais verde assim.
Vale muito a pena lembrar que eu só tenho experiência de vida em um estado civil até hoje: Solteiro. Mas de passar por fofocas e conversas entre amigos acho que consigo falar algo que seja melhor que azeitona preta pra vocês.


Solteiro: É mais do que óbvio comentar a partir deste estado "de calamidade" civil. Estar solteiro, quando se trata de opção, pode estar escondendo na verdade o desejo de não estar ou a frustração de já ter passado por um outro momento e se dado mal.
Como o assunto é estado civil, e não "status de relacionamento", vou ter que dividir este aqui em duas partes:
Solteiro "Forever Alone": Este é aquele que tá sozinho, sem namorada(o), sem um afair, sem ninguém, mas que faz questão de tentar aproveitar sua solteirice da melhor forma, seja se dedicando às coisas mais excêntricas ou em baladas e festas pegando e sendo pego por geral;
Solteiro Comprometido: Aqui temos o que aos olhos da lei são sim solteiros, mas que tem o coração preso por uma outra pessoa. Tentando filtrar aqui para não usar nada pessoal nesta parte do texto, que até onde eu cheguei até hoje, eu vejo o solteiro compromissado como um malabarista que se equilibra na corda bamba o tempo todo, ou ainda aquele artista que faz uma torre de taças e anda pra todos os lados afim de que suas taças não caim no chão e se quebrem. É DIFÍCIL PRA CARAMBA namorar! Do começo à mudança de status, ser este solteiro compromissado vai de conquistar a pessoa companheira, moldando o relacionamento de maneira que seja agradável aos dois a conseguir convencer todas as outras pessoas que você só precisa de uma mesmo que com um telefonema você possa se desprender.


Casado: Aqui chegamos ao nível desejado e cada vez menos atingido por aqueles que um dia encontram alguém com quem dividir um sorvete na praça numa tarde de domingo.
Casar-se tornou-se uma dádiva, mesmo tendo perdido quase todos os seus tradicionalismos e propósitos impostos pelos antigos. Constituir uma família, em muitos segmentos culturais deixou de ser o ponto central da motivação ao casamento. Muito se ver por aí vontade de casar pra sair de casa, pra transar livremente, pra ter dinheiro, entre outras coisas pífias.
O sujeito que é casado, por ter passado por toda a experiência quando namorado/noivo, parece demonstrar maior clareza de pensamento no que diz respeito aos desejos inerentes ao ser humano. Aquele sujeito, e me refiro à mulheres também, que encontrou o motivo certo para se casar, é à prova de testes, à prova de desafios e barreiras, sabe se manter digno da pessoa que está com ele de maneira mais tranquila e pacífica do que o solteiro comprometido.


Viúvo: Conheço poucas pessoas viúvas em idade para explorar seu estado civil de maneira irresponsável e incompatível com uma pessoa amadurecida, então a respeito destas pessoas, eu sei dizer que a experiência de vida que transpassou o período de namoro, noivado e casamento, até a perda do cônjuge, fazem com que esta pessoa tenha os pés no lugar certo, cuidados e carinho.


Divorciado: Eu lamento muito pelas pessoas que escolhem entrar para este grupo, mas cada um com seus direitos concedidos pela lei né. Independente do fim do casamento, acredito que a pessoa que se divorcia, sempre sai do relacionamento com a certeza que está certa, mas na verdade, quando um casal admite não ter mais forças pra continuar juntos após terem assumido o compromisso diante da sociedade de constituir uma família, os dois estão errados. Sua vida pós casamento além de transbordar em traumas e experiências que um solteiro comum não gostaria de ter, toda a adaptação à carreira solo é muito mais difícil. Vou aproveitar este tópico aqui pra dizer pra todos que um dia pensam em se casar: TENHAM RESPONSABILIDADE! unir-se com outra pessoa é misturar duas histórias de vida diferentes, criações diferentes, qualidades e defeitos distintos, que podem entrar em conflito, então, sejam maduros o suficiente pra saber que o amor que te leva a se casar é maior do que toda a "tragédia" que possa aparecer dentro de um relacionamento.


Agradeço a vocês todos que leram este texto e refletiram e que refletirão a respeito do que foi dito aqui nestas breves palavras. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. E a você, caro leitor assíduo, agradeço a paciência por esperar que o blog voltasse às suas atividades. Este texto estava programado para dias atrás, mas como já explicamos a todos os motivos no texto período de reflexão.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Três coisas que as mulheres nunca entenderão no homem

Na história da humanidade moderna, onde as mulheres têm vez e voz, um paradoxo foi criado de que os homens jamais entenderiam as mulheres, de que as mulheres têm muitas facetas que os homens são incapazes de compreender, e tudo isso é verdade! Porém, esquecem de propagar boca a boca que há o vice-versa nesta situação também. Ora, qual mulher pode dizer com toda certeza que entende os homens, que domina conhecimento pleno sobre seus gostos, manias, modo de vida e tudo mais que é comum entre a macharada?
Nenhuma! Pode até ser que a mulher tenha um jeitinho todo especial para dominar um homem, para enganá-lo, para encerrar uma discussão fazendo com que o homem ceda, mas entender? Ah, jamais chegaremos a tal ponto!
Para exemplificar este tema, separei 3 características exclusivamente masculinas para mostrar aos senhores e senhoras o quanto nós homens também podemos ser complexos.


CARACTERÍSTICA I: A relação homem x esporte:
Antes que algum homem se levante e diga: "Mas eu não gosto de esporte..." já inicio este tópico dizendo que ainda que você não perceba, você tem uma ligação com esporte sim.
Olha eu aqui campeão!!
A relação do homem com atividades esportivas é bem diferente do que vemos pelas mulheres. Ganhar em um esporte, ainda que seja na categoria amador (a minha), faz o homem se sentir um degrau acima, se sentir merecedor, melhor, ouso até dizer mais homem do que os outros. Vencer, seja uma partida de futebol, uma maratona, uma rodada de ping-pong, totó, sinuca, até mesmo uma ultrapassagem na estrada, dá um alívio, libera um hormônio, sei lá, algo que faz com que o ego do homem seja alimentado de uma forma tão diferente das outras sensações do dia a dia que dá vontade de fazer mais e mais, ignorando qualquer tipo de risco à saúde, ignorando o fato de estar perdendo tempo, de estar gastando recursos, é algo que as pessoas do sexo feminino e das que assim se sentem, são incapazes de compreender. Há mulheres que gostam de esporte? Claro! Não é isso que estamos falando. A sensação que o esporte traz ao homem, já citada acima, não é a mesma da mulher, e isso elas jamais compreenderão;


CARACTERÍSTICA II: A relação homem x homem:
Bom, cito aqui neste tópico o que eu sei das relações entre homens: O que diz respeito à amizade, é claro. Qualquer outro tipo de opinião eu não poderia citar por desconhecer.
A amizade entre os homens de início já se inicia bem diferente do que entre as mulheres. Os homens chegam, se enturmam, se um cara simplesmente tá na mesma rodinha de conversa que você, amanhã já é dia pra você, mesmo que de longe, já cumprimentá-lo, se passar perto então, quem sabe num rola até um bate-papo, um remake da conversa anterior, já começando aí a esboçar uma amizade. Um futebolzinho, a torcida por um mesmo time, o lugar onde trabalha, amigos em comum, qualquer coisa é motivo para um homem conhecer um novo amigo. E o mais interessante dessa história, é que mesmo aos montes, as amizades masculinas formam vínculos verdadeiros. Pelo excesso, aos poucos outros acabam se afastando, é normal, é o ciclo da vida. Mas certo é que o homem se relaciona de forma amistosa com outros homens de maneira muito mais natural, sincera e constante do que as mulheres entre si. As mulheres não conseguem acompanhar esse ritmo, esse estilo. Sentem medo, não se aproximam, não se abrem, não conseguem entender como os homens fazem isso e eu tenho por mim que esta barreira jamais será ultrapassada por elas;


CARACTERÍSTICA III: A racionalidade do homem:
E é com essa característica que o homem quase sempre perde.
Para um homem, comprar uma roupa por exemplo, não é necessário visitar 8 lojas e resolver comprar naquela primeira que ele passou. Basta saber que naquela loja que ele vai entrar tem o que ele precisa. Dali mesmo ele já sai com o que procurava e fim de papo. Nessa, sempre ganhamos em tempo, de vez em quando acertamos e na maioria das vezes nos damos mal. Seja pelo preço, pela qualidade, mas o fato é que  essa praticidade exercida pelo macho acaba prejudicando.
Mas a questão da racionalidade do homem não fica só nessa área. A maior diferença está quando há um conflito com a mulher. A mulher sempre usa e apela para a emoção, que é quando, mais uma vez, a maioria dos homens perde, e dessa vez, pode ser que nem seja pra perder.
A razão do homem e a emoção da mulher nestes casos costumam bater de frente de uma forma dolorosa e chocante. O homem com as palavras, a mulher com as lágrimas, muitos homens cedem por não terem argumentos para o choro, mas fato é que mesmo que as mulheres não saibam usar a razão, assim como o homem não sabe usar a emoção, essas marcas jamais escaparão da característica dos dois, ainda que alguns homens sejam bem emotivos.


Dedico este texto a todas as mulheres que sofrem tentando entender estas características dos homens e muitas outras totalmente singulares ao sexo masculinos e que nunca entenderão. Seu esforço é em vão. Não dá pra entender. Talvez aceitar. Sempre respeitar. Não estou fazendo campanha para que os homens possam ser absolutos em suas manias e vontades. É óbvio que dá pra adaptar qualquer característica ao convívio sadio com as mulheres, afinal, um depende do outro que depende do um. Este convívio gostoso com as obscuridades do sexo oposto que fazem com que a vida em sociedade seja melhor que azeitona preta.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Novo demais pra sair; Velho demais pra brincar!


Alguém aí se arrisca a dizer sobre quais pessoas eu estou falando no título? Se você pensou nos adolescentes, acertou! Esse é o paradoxo dos adolescentes desde que o mundo é mundo. O "ainda não" e o "já chega" atormentam a cabeça dessas velhas crianças ou desses jovens adultos a todo momento, fazendo com que as cabecinhas ainda sem muita maturidade e ainda com alta dose de irresponsabilidade os faça percorrer por caminhos mais estranhos possíveis através de descobertas que os faça parecer maiores, melhores, mais velhos e descolados, pra se destacarem entre os seus iguais, já que não podem voltar à categoria sub-9 e ter de volta toda sua inocência.


Por mais que eu tenha leitores adolescentes, me permito dizer que ser adolescente é lutar para descobrir algo que não vai acrescentar em NADA na sua vida. Em sua grande maioria, os garotos e garotas que estão aí entre seus 11 e 19 anos (Estão deixando de ser criança cada vez mais cedo e deixando de ser adolescentes cada vez mais tarde), busca em coisas ilícitas ou em revoltas infundadas um meio de vida para que possam chamar a atenção para si. Acredito que está fase seja atribuída à "perda"da importância que eles parecem sentir por estarem crescendo e que para um adulto é substituída pelo conjunto de responsabilidades que vêm com a idade.


Neste ciclo da vida, as descobertas são inúmeras, como a profissão que se deseja, que em grande parte dos casos não é  a mesma que permanece até que se consiga o primeiro emprego, o primeiro amor infinito, o segundo amor infinito, o terceiro, quarto, quinto... Os amores platônicos, as decepções maiores que o mundo, o ódio, a revolta, as escolhas irreversíveis que dentro de 5 anos se tornam simples lembranças de uma época em que lembraremos como a que fizemos mais coisas idiotas da nossa vida.


A vida do adolescente, por mais que ele não goste, gira em torno do ambiente escolar. Ali, muito além de aprender matemática, português e geografia, o indivíduo também aprende a conviver com diferenças, com cobranças que enquanto criança ele não era obrigado a conviver, com a pressão de começar a ter que se desprender dos pais e caminhar sozinho. Tudo que ocorre no ambiente escolar é o que vai cunhando o ser humano que encontraremos nas ruas mais tarde como um profissional, um pai de família. Claro que boa parte da formação de uma pessoa vem da família, a mais importante delas, mas a escola também tem um papel fundamental por lidar com este jovem durante pelo menos 18% do tempo semanal dele. Na condição de professor, deixo aqui a dica para um bom relacionamento entre você, caro colega, e o alvo do seu trabalho, o aluno: Ele espera e precisa aprender em sala de aula mais do que você leu no livro pra ensinar. Na sala de aula, assim como na sala de jantar na casa de uma família, se ensina, também, a viver. E que fique claro que não estamos falando aqui em ficar dando lição de moral constrangedoras nas pessoas, por favor.



Com eu havia dito antes, as crianças têm se tornado adolescentes muito mais cedo, tendo assim vontade de namorar, de sair, de curtir, de inventar moda, muito antes do que os pais deles e deixado de ser adolescente muito mais tarde, adquirindo assim responsabilidade, maturidade, senso de compromisso muito depois do que se espera. Isso é um mal que talvez esteja sendo causado pela superproteção ou pelo super descaso dos pais, mas nem é o assunto do texto então não vou explorar muito isto. Queria dizer com este parágrafo é que precisamos ter cuidado com nossos adolescentes, para que a antecipação dos fatos ou a finalização tardia de um ciclo não venha a construir personalidades defasadas, dependentes e alienadas. Adolescente não é criança pra que tudo que faz seja relevado e não é adulto pra que tudo que faz seja duramente criticado, então queridos leitores, vamos tentar entender que este ciclo da vida que transforma os bebezinhos da mamãe em "chatos e insuportáveis" seja para eles, relevante, agregador de valores, inesquecível e que seja também pelo menos melhor que azeitona preta.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Coisas que talvez você não tenha pensado

PENSAMENTO #1 - Uma das escolhas mais difíceis nessa vida é decidir qual fila do pedágio você vai entrar.
Você vem na estrada, ultrapassando, às vezes se sentindo o Sebastian Vettel ao ultrapassar em um lugar que só você seria capaz de fazer, quando de repente, ao longe, você avista duas longas filas. Na sua cabeça só passa o seguinte: Se eu escolher a fila certa, ganho todos os minutos que consegui ao ultrapassar alguns carros, se escolher a errada, tudo terá sido em vão e ainda vou passar vergonha. E agora? A dúvida é cruel!


PENSAMENTO #2 - Nesses tempos de modernidade, qualquer um é poliglota com o google tradutor; Qualquer um é matemático com uma calculadora hp; Qualquer um é bom motorista com os carros moderninhos de hoje. Quero ver malandro dirigir fusca, calcular rabiscando uma folha e, mesmo que não possa fazer um curso de inglês, quero ver folhear um dicionário inglês-português pra traduzir um site inteiro.


PENSAMENTO #3 - Existem três prazeres do homem que a mulher é incapaz de compreender: O de estar com os amigos e zuá-los muito; o prazer que o homem sente ao coçar o "braço"; o prazer de assistir a um jogo de futebol.



PENSAMENTO #4 - Se o seu filho entra na escola mais tarde, ele terá problemas, por ser o mais velho. Vai querer ser o valentão, vai querer aparecer; se ele entra mais cedo, também vai ter problemas, vai ser o protegido, o mais coagido, retraído, bobinho, etc... Com toda a burocracia das escolas ao matricular uma criança na escola, o ideal é que você promova a concepção do seu filho mais ou menos no mês de JUNHO, aí você tem dois meses de margem caso o herdeiro resolva nascer antes da hora.


PENSAMENTO #5 - Como um belo admirador da beleza - Admiro carros bonitos, lugares bonitos, gente bonita (inclusive não tenho vergonha em admitir quando um cara é pintoso) - consegui perceber ao longo desse tempo de vida que mulher muito avantajada em cima, está insatisfeita com a parte de baixo; mulher muito avantajada embaixo, está insatisfeita com a parte de cima; mulher muito avantajada em cima e embaixo, está insatisfeita com a barriga, porque certamente tem; Caso seja muito avantajada em cima e embaixo e não tenha barriga, de certo não tem um rosto bonito e/ou o pé feio; Se de tudo isso que eu disse nada for verdade, alguma dessas coisas não é natural, ou então está presente nesta mulher a coisa mais feita a se ter: A feiura interna. Não existe ninguém perfeito! Falei sobre as mulheres pois elas precisam saber ouvir isto às vezes! #IstoNãoÉUmaIndireta.


Talvez ninguém concorde com nenhum destes pensamentos, mas eu descobri, também pensando muito, e sei que não fui o primeiro a descobrir isto: TODA UNANIMIDADE É BURRA. Então eu só espero que considerem estes pensamentos melhores que azeitona preta. Aí eu já to satisfeito.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O bullying é o bullying!



De uns tempos pra cá, passamos a ouvir com certa frequência e excessiva repetição nas rodas de conversa a palavra bullying. Mesmo sem saber escrever direito, grande parte das pessoas, de repente acordou de um sonho e começou a se declarar sofredora de bullying. Mas o que será que é o bullying afinal? Primeiro uma definição literal prontamente caçada no google:


"Bullying:: é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um ou grupo de indivíduos, causando dor e angústia, dentro de uma relação desigual de poder."


Agora vamos aos fatos: O que caracteriza violência psicológica já que a física é tão fácil de se identificar?
Será que colocar um apelido de feijão em um garoto por causa da cor da sua pele seria? Ou seria chamar um garoto de bolinha por ele ser gordo?
Sei lá heim...será que esse garoto gordo não sabe que é gordo? Será que as pessoas que o chamam de gordo são todas perfeitas? Existe alguém perfeito? Eu me acho perfeito, mas tem mais alguém aí que me acha perfeito além de mim? Acredito que não.

Das duas uma: Ou o bullying realmente é existente e todas as pessoas sofrem bullying e o mundo é todo mal, todas as pessoas são complexadas e por isso não vivem bem ou então já existe um exagero escancarado relativo a este novo conceito de ver as coisas.

Só pra exemplificar, na minha oitava série eu tive um professor chamado José Mauro. O querido e saudoso Zezão. Ele zuava todo mundo, chamava de mancebo, zuava o nome da galera, fazia piada com a galera, e naquela série, eu aprendi matemática como em nenhuma outra em nenhuma série. É óbvio que naquela época eu não fazia ideia de que seria professor de matemática, mas assim que descobri que seria, decidi que seria um professor tão bom quanto ele. Hoje eu imagino o já aposentado Zezão dando aula, sendo acusado de praticar o tão temido e traumatizante bullying. Seria no mínimo constrangedor, pra um senhor com toda aquela sabedoria, simpatia e educação, ser acusado de algo que para a sociedade atual parece ser tão cruel.

Eu acredito que a conceituação errada do bullying vem muito da fuga da responsabilidade e da consciência de que, enquanto pessoas, todos temos defeitos. A moça que trabalha na padaria é vesga, o vizinho é gordinho, a prima é magrela, o cunhado é pretão, e por aí vai...Se olhe no espelho, admita: Eu tenho defeitos e não foi nenhum "valentão" que me colocou. São meus. E eles também tem. Sua vida em sociedade vai depender disso!

É no mínimo leviano você acusar alguém por um trauma que se tenha por não aceitar a si próprio. Diferente de todas as minhas outras postagens, cheguei à terrível conclusão de quem nem tudo é melhor que azeitona preta. Bullying não é.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Brasil, um país de vira-latas!

Ano de 1500 d.C. Alguém em Portugal, revoltadíssimo com a situação carcerária atual, mais ou menos parecida com a atual daqui do Brasil, decidiu: Vou pegar um desses caras que vivem me enchendo o saco aqui, juntar um bocado de preso e mandar embora. Que procurem a Índia!

Ao que me parece, esse escolhido não era muito dos bons, afinal, o sujeito foi procurar a Índia e me parece que ele foi parar um pouco longe disso né?

E veio Pedro Álvares Cabral, com seus homens, sujos, maltratados por anos de cárcere e sem contar os meses de viagem perdidos pelo oceano.

- TERRA À VISTA! - Alguém gritou. Chegaram, alojaram-se, será mesmo que eles não desconfiaram que aqui não era a Índia desde o início? Só tinha eles no mar gente! Num é possível!

Praquela galera sedenta por algo diferente, avistar não só a terra e os encantos naturais, mas também aqueles corpos morenos nus deve ter sido um delírio, daí começa o processo de construção da identidade (??) brasileira.

Durante um bom tempo, os caras brancos, rejeitados e marginalizados em Portugal, jogados aqui no Brasil, aproveitaram-se dos índios, a coisa não era fácil, mas mesmo assim a população cresceu justamente pelo bom aproveitamento que esses sujeitos tiveram dos nativos.

Até que um belo dia, alguém espertamente teve a bendita ideia de trazer os irmãos africanos pra cá. Foram lá, dessa vez com um critério um pouquinho melhor, buscar mão-de-obra qualificada. Precisava-se de braços fortes e mãos habilidosas.
Mas acho que exageraram na escolha, pq nessa de buscar braços fortes e mãos habilidosas, mais um ingrediente poderoso foi adicionado ao fator crescimento da população brasileira: A melanina!

Daí começou uma bagunça generalizada: Era branco com índio, índio com negro, negro com branco, índio com negro e com branco (???), e por aí vai, sabe-se só que a mistureba foi tão geral que inventaram uns nomes pra isso: Lembro aqui que tinha mameluco, mulato e tinha mais um que eu esqueci, mas sei que ensinaram isso na escola, no 8º ano na aula de história que aquela sua professora legal fez questão de fazer você decorar pra colocar na prova e tirar média 5 e ser aprovado pro ano seguinte.

*Vale lembrar aqui da maravilhosa professora que eu tive no JB (Volta Redonda) na 7ª, Nilza se eu não me engano que deu um azar danado de tentar concorrer ao cargo de diretora e perder pra diretora que tava lá há anos, aí acabou sendo transferida. (Saudades dela. Era uma boa professora).

Voltando a falar da (falta de) identidade do povo brasileiro, foram séculos de mistura desenfreada, e por muitas vezes à surdina, afinal, brancos com escravos, brancos com índios, era algo praticamente inadmissível!

Anos se seguiram, o império tava pra acabar, vinha a república e os negros foram libertos(Mais ou menos né) antes disso. Aí a coisa desenfreou de vez. Dava pra procriar descaradamente. Aí ficou uma beleza. A essa altura acho que as índias já eram terceira opção.

Fim do século IXX, início do século XX. Sucesso total do Brasil no exterior: O café brasileiro tava bombando! Galera começou a vir lavourar aqui né. Era holandês, italiano, sueco, suíço, polonês, galera da Europa toda caiu pra cá. E não foram só os europeus não! Vieram também japoneses, uns doidões lá dos lados da Arábia, vários e vários chineses, atuais donos de pastelarias e lavanderias espalhadas aqui pela terrinha e por aí vai.

Como nos encontrávamos então numa época em que a realidade de homem com homem e mulher com mulher não era algo nada natural, um homem não podia viver sem o aconchego de uma gatinha né, sendo assim, a mistura não parou! Aí embolou de vez, o país já tava tomado, os índios já estavam vivendo nas cidades, andando de calça jeans e havaianas, fazendo parte dessa miscelânea toda. Era negro, europeu de olho azul, olho verde, olho castanho, japonês, índio, uma bagunçada só. Uma tremenda loucura meus amigos, uma tremenda loucura.

Algumas comunidades européias ainda resistiram aos encantos por um bom tempo, o que hoje faz com que cidades tenham uma identificação com o país de origem dessas "tribos" instaladas aqui, mas hoje em dia isso só serve de marco histórico pra cidade mesmo.

Nesse longo caminho de 511 anos percorrido pelo povo brasileiro pra chegar ao ponto de hoje, a única conclusão a que se pode chegar é que o povo brasileiro é um povo vira-lata! Isso mesmo!

Nada de ofensas tá legal? Essa á uma verdade nua e crua. Vamos aos fatos que provam isso pra k e pra k+1:


Cor da pele
Quem garante hoje em dia que uma pessoa é negra, branca, mameluca ou qualquer outra coisa do tipo só de olhar a cor da pele? Isso não é mais possível queridos! Vi uma reportagem uma vez que irmãos gêmeos se candidataram a uma vaga na faculdade pelo sistema de cotas (sem comentários sobre esse assunto) e só um foi considerado negro, e se eu não me engano, ele era até mais escuro que o outro. Ou seja, a negritude está nos olhos de quem vê.
Hoje em dia se a pessoa é bonita e negra ela é morena, mulata e afins, se é feia é negão e outros adjetivos impróprios pra um blog familiar como o MQA.

Biótipo:
Que doença mata mais no Brasil hoje em dia? Sujeito no Brasil toma até chumbinho e não morre! Gripe suína veio aqui no país a passeio. Considerando o estrago que ela fez em outros países meu amigo, a gripe A aqui no país de futebol fez mó papelão. Deveria ter sido considerada a gripe U, V ou até mesmo Z.
Já viram que bonitas são as pessoas brasileiras? Corpos esculturais, talvez herança da força física e massa muscular dos irmãos africanos, traços bonitos, provavelmente herança dos irmãos de pele mais clara, como os italianos e os orientais, altura padrão, coisa linda de se ver. Procura aí no mundo um povo tão bonito quanto o brasileiro. Nunca vi.

Educação e esportes:
Já repararam, sem demérito nenhum pros nossos heróis, como o Brasil não ocupa com frequência os primeiros lugares nas competições?

Reza a lenda que a inteligência maior é do povo asiático e a força maior dos africanos. A mesma lenda que contribui com um dado preconceituoso que eu mesmo sou prova de que não é verídico: Quanto mais escura a cor da pele, mais força e menos inteligência.
Supondo que essa lenda fosse verdade, o fato é que por ela, é exatamente o que aconteceu com o Brasil. Temos brancos fortes, negros inteligentes, tudo misturado mais nunca no seu auge. Ah se fôssemos como os irmãos africanos, que mesmo cheios de fome correm quilômetros e vencem as maratonas mais intensas e disputadas. Ou ainda se fôssemos como irmãos japoneses que têm uma disciplina e inteligência invejável! Misturou-se tudo e aí estamos, nem tchum, nem tchan!

Música:
Até na música a mistura brasileira influencia. Num dado período, Samba, música de preto, Rock, música de branco, hoje em dia, o Rappa e Jeito moleque não me deixam mentir, tá tudo misturado!
Sem contar as variações que reiteram essa mistura muito louca: Samba-rock, Bossa-nova, entre outras que fazem tanto sucesso.

Chego ao meu parágrafo final olhando o lado bom dessa nossa mistura tão legal. Somos vira-latas sim! Com muito prazer! Quem não gosta de um vira-lata afinal? Come de tudo, bebe de tudo, não tem frescura nenhuma, é super amigável e leal. Se pra cachorro a melhor raça é vira-lata, pq seria vergonha falar que somos sim, um povo cuja identidade é desconhecida?

 Viva a mistura brasileira! Viva essa miscigenação que gerou tantas coisas maravilhosas que caracterizam o país como o samba, o carnaval, o futebol bem jogado, a beleza e que gerou também outras que não são tão legais de se descrever assim, mas que dá pra falar que pelo menos são melhores que azeitona preta, né?